Uma onda mundial cresce: A preocupação com natureza, ecologia,
harmonia interna das pessoas, a paz.
Muitas pessoas valiosas que participam deste movimento não participam
do Carnaval pois se sente agredido com som alto e não se identifica
com os assuntos dos blocos existentes.
A aparência tropical/rústico/internacional do trio torna ele numa atração turística também.
A mensagem intercultural e ecológica
O Bambu virou símbolo para o movimento mencionado por ser um material extremamente ecológico, económico e bonito pois pode ser usado sem ser trabalhado. A arte oriental de construção, aplicada no bambo baiano junto com a tecnologia européia e a música influenciada por todas as tradições traz o carácter da troca mundial de experiência e a queda de fronteiras culturais. A música radia o swing baiano com influencias de mantras, ritmos africanos, cantos indígenas e letras de assuntos ecológicos, morais e espirituais.
A própria construção de bambo e uma mensagem forte para o povo baiano que ainda aproveita muito pouco dos resources enormes naturais de bambu.
O desenho baseado em mascaras pode lembrar da tradição
do carnaval de assustar espíritos interferindo com um trabalho espiritual.
A plataforma do palco fica em 3m de altura, só, ainda fora do
alcance do publico, mas com contato facilitado. Com esta altura torna se
possível de se construir um teto de proteção para
os músicos e ainda não precisa se preocupar com os fios atravessando
a avenida.
As laterais não são paralelas, mas crescendo para cima,
sugerindo crescimento, florescimento, talvez lembrando ninho.
A construção será toda de bambu, um material barato,
mais estável e mais leve do que ferro. A tradição
asiática ensina o uso do bambo para construção sem
parafuso ou cola, só amarrado com fios do próprio bambo.
O resultado é extremamente consistente, agradável e apresenta
uma cultura milenar de convivência harmoniosa com natureza.
Matthias Grob, Novembro '94